Capa de Dentes negros Romance por André de Leones
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Dentes negros Romance

por André de Leones

Páginas144
Editora Rocco
Ano 2020
ISBN-13 9786555950090
ISBN-10 9786555950090

Sinopse

<p>Depois de vencer o Prêmio SESC de Literatura em 2005, André de Leones não parou, e já está lançando seu quarto livro de ficção. Em tudo o que ele escreve – inclusive em vários dos posts de seu blog, <i>Perdiídiche</i> – há essa tangível busca de significado: da linguagem, das palavras, dos gestos alheios, do sofrimento, do mundo. </p> <p> <i>Dentes negros</i> ("os dentes dos outros às vezes me falam mais do que seus olhos", escreveu André certa vez em seu blog) é um romance curto ambientado num Brasil pós-apocalíptico em que parte da população foi varrida por uma doença misteriosa e fatal – "um deserto no coração do país". Muitos morreram em poucos minutos, e um dos índices da morte eram os dentes negros expostos em bocas escancaradas, num último grito sem fôlego. Os sobreviventes carregam consigo a lembrança persistente e dura dos mortos que viram – alguns perderam a família inteira, isolam-se, outros caminham por encontros frágeis e fortuitos, em que o outro aparece como boia de uma salvação impossível. Os personagens se estranham mesmo quando estão juntos. E procuram estar juntos mesmo quando se estranham.</p> <p>É um livro de silêncios perpassando até mesmo os diálogos, um livro de paisagens vazias (reforçadas pelas imagens de Lívia Ramirez, que André escolheu como comentários visuais ao seu texto e que retratam lugares aos quais se subtraiu o movimento, a vida, como os balanços imóveis de um parquinho infantil). É um livro em que os personagens não fogem ao sofrimento – ao contrário: o sofrimento é um modo de "sentir-se humano, tangível, menos gratuito".</p> <p>Aliás, essa vem sendo uma das marcas da literatura de André de Leones: a capacidade e a coragem de pôr o dedo na ferida, de dizer o que outros insinuam, de colocar os pés e as mãos no que outros bordejam. Ele sabe que toda boa literatura é, antes de tudo, um risco. </p> <p>– <b>Adriana Lisboa</b> </p>

Editora Rocco
Ano 2020
ISBN-13 9786555950090
ISBN-10 9786555950090

Sinopse

<p>Depois de vencer o Prêmio SESC de Literatura em 2005, André de Leones não parou, e já está lançando seu quarto livro de ficção. Em tudo o que ele escreve – inclusive em vários dos posts de seu blog, <i>Perdiídiche</i> – há essa tangível busca de significado: da linguagem, das palavras, dos gestos alheios, do sofrimento, do mundo. </p> <p> <i>Dentes negros</i> ("os dentes dos outros às vezes me falam mais do que seus olhos", escreveu André certa vez em seu blog) é um romance curto ambientado num Brasil pós-apocalíptico em que parte da população foi varrida por uma doença misteriosa e fatal – "um deserto no coração do país". Muitos morreram em poucos minutos, e um dos índices da morte eram os dentes negros expostos em bocas escancaradas, num último grito sem fôlego. Os sobreviventes carregam consigo a lembrança persistente e dura dos mortos que viram – alguns perderam a família inteira, isolam-se, outros caminham por encontros frágeis e fortuitos, em que o outro aparece como boia de uma salvação impossível. Os personagens se estranham mesmo quando estão juntos. E procuram estar juntos mesmo quando se estranham.</p> <p>É um livro de silêncios perpassando até mesmo os diálogos, um livro de paisagens vazias (reforçadas pelas imagens de Lívia Ramirez, que André escolheu como comentários visuais ao seu texto e que retratam lugares aos quais se subtraiu o movimento, a vida, como os balanços imóveis de um parquinho infantil). É um livro em que os personagens não fogem ao sofrimento – ao contrário: o sofrimento é um modo de "sentir-se humano, tangível, menos gratuito".</p> <p>Aliás, essa vem sendo uma das marcas da literatura de André de Leones: a capacidade e a coragem de pôr o dedo na ferida, de dizer o que outros insinuam, de colocar os pés e as mãos no que outros bordejam. Ele sabe que toda boa literatura é, antes de tudo, um risco. </p> <p>– <b>Adriana Lisboa</b> </p>