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O Povo do Abismo

por Jack London

Páginas400
Editora Expressão Popular
Ano 2020
ISBN-13 9786558910022

Sinopse

<p> Jack London (1876-1916), pseudônimo de John Griffi th Chaney, aportou na Inglaterra em 1902 inicialmente para cobrir a Revolução dos bôeres. Com o compromisso cancelado, London fica três meses na zona mais pauperizada da capital do país, o East End, passando-se por um marinheiro desempregado, o que o permitiu realizar diversos registros fotográficos da situação da população explorada e comparti lhar a vida com os “vagabundos”, inválidos e marginalizados no coração do capitalismo industrial. As memórias e registros do período se convertem em <i>O povo do abismo</i> . </p> <p> <i>A situação da classe trabalhadora na Inglaterra</i> , de Engels, saíra em 1845, em alemão, e obteve publicação em inglês apenas em 1885. Passados mais de 50 anos do mapeamento de Engels, London apenas pôde confirmar o abismo que segregava os trabalhadores londrinos de seus concidadãos empregadores: <i>“A alta mortalidade entre as pessoas que vivem no gueto também tem um papel terrível. A expectativa de vida dos moradores do West End é de 55 anos. A do East End, 30 anos. Isso quer dizer que uma pessoa no West End tem chance de viver o dobro do tempo do que vive uma pessoa no East End.”</i> (p. 317) </p> <p>Como aponta Maria Sílvia Betti, professora que assina a cuidadosa introdução a esta edição, “ao contrário do que ocorreu com tantos outros escritores, a opção de Jack London pelo socialismo não proveio dos contatos literários ou intelectuais, e sim de sua vivência da condição proletária, da fome e da falta de perspectivas de subsistência. Foi isto que lhe deu elementos para encontrar no socialismo um importante instrumento de análise e de crítica das condições vividas e documentadas em seus escritos” (p. 11).</p> <p> Com mais de um século de distância da primeira publicação, os registros e interpretações de <i>O povo do abismo</i> infelizmente ainda nos soam familiares; sua leitura atual, no entanto, nos possibilita comprovar mais do que nunca o caráter decrépito, insustentável e desumano de um sistema que não se remenda, e apenas merece e precisa ruir. </p>

Editora Expressão Popular
Ano 2020
ISBN-13 9786558910022

Sinopse

<p> Jack London (1876-1916), pseudônimo de John Griffi th Chaney, aportou na Inglaterra em 1902 inicialmente para cobrir a Revolução dos bôeres. Com o compromisso cancelado, London fica três meses na zona mais pauperizada da capital do país, o East End, passando-se por um marinheiro desempregado, o que o permitiu realizar diversos registros fotográficos da situação da população explorada e comparti lhar a vida com os “vagabundos”, inválidos e marginalizados no coração do capitalismo industrial. As memórias e registros do período se convertem em <i>O povo do abismo</i> . </p> <p> <i>A situação da classe trabalhadora na Inglaterra</i> , de Engels, saíra em 1845, em alemão, e obteve publicação em inglês apenas em 1885. Passados mais de 50 anos do mapeamento de Engels, London apenas pôde confirmar o abismo que segregava os trabalhadores londrinos de seus concidadãos empregadores: <i>“A alta mortalidade entre as pessoas que vivem no gueto também tem um papel terrível. A expectativa de vida dos moradores do West End é de 55 anos. A do East End, 30 anos. Isso quer dizer que uma pessoa no West End tem chance de viver o dobro do tempo do que vive uma pessoa no East End.”</i> (p. 317) </p> <p>Como aponta Maria Sílvia Betti, professora que assina a cuidadosa introdução a esta edição, “ao contrário do que ocorreu com tantos outros escritores, a opção de Jack London pelo socialismo não proveio dos contatos literários ou intelectuais, e sim de sua vivência da condição proletária, da fome e da falta de perspectivas de subsistência. Foi isto que lhe deu elementos para encontrar no socialismo um importante instrumento de análise e de crítica das condições vividas e documentadas em seus escritos” (p. 11).</p> <p> Com mais de um século de distância da primeira publicação, os registros e interpretações de <i>O povo do abismo</i> infelizmente ainda nos soam familiares; sua leitura atual, no entanto, nos possibilita comprovar mais do que nunca o caráter decrépito, insustentável e desumano de um sistema que não se remenda, e apenas merece e precisa ruir. </p>