Capa de A fábula cinematográfica por Jacques Ranciere
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A fábula cinematográfica

por Jacques Rancière

Páginas192
Editora Editora Papirus
Ano 2013
ISBN-13 9788530809898

Sinopse

Uma menina e seu assassino diante de uma vitrine, uma silhueta negra descendo uma escadaria, a saia rasgada de uma camponesa, uma mulher que se arrisca diante do perigo: essas imagens - que tem a assinatura de Lang ou Murnau, Eisenstein ou Rossellini - sao icones do cinema e camuflam seus paradoxos. Uma arte e sempre tambem uma ideia e um sonho de arte. A filosofia ja havia concebido a identidade da vontade artistica e do olhar impassivel das coisas, e o romance e o teatro o haviam tentado a sua maneira. Contudo, o cinema so corresponde a essa expectativa ao preco de contradize-la. Nos anos 1920, ele era visto como a nova linguagem das ideias tornadas sensiveis, a qual revogava a velha arte das historias e dos personagens.Mas o cinema iria tambem restaurar as intrigas, os tipos e os generos que a literatura e a pintura tinham estilhacado. Jacques Ranciere analisa as formas desse conflito entre duas poeticas que e a alma do cinema. Entre o sonho de Jean Epstein e a enciclopedia desencantada de Jean-Luc Godard, entre o adeus ao teatro e o encontro com a televisao, seguindo James Stewart no Oeste ou Gilles Deleuze no pais dos conceitos, ele mostra como a fabula cinematografica e sempre uma fabula contrariada. Assim tambem ela atenua as fronteiras do documento e da ficcao. Sonho do seculo 19, ela nos conta a historia do seculo 20.

Editora Editora Papirus
Ano 2013
ISBN-13 9788530809898

Sinopse

Uma menina e seu assassino diante de uma vitrine, uma silhueta negra descendo uma escadaria, a saia rasgada de uma camponesa, uma mulher que se arrisca diante do perigo: essas imagens - que tem a assinatura de Lang ou Murnau, Eisenstein ou Rossellini - sao icones do cinema e camuflam seus paradoxos. Uma arte e sempre tambem uma ideia e um sonho de arte. A filosofia ja havia concebido a identidade da vontade artistica e do olhar impassivel das coisas, e o romance e o teatro o haviam tentado a sua maneira. Contudo, o cinema so corresponde a essa expectativa ao preco de contradize-la. Nos anos 1920, ele era visto como a nova linguagem das ideias tornadas sensiveis, a qual revogava a velha arte das historias e dos personagens.Mas o cinema iria tambem restaurar as intrigas, os tipos e os generos que a literatura e a pintura tinham estilhacado. Jacques Ranciere analisa as formas desse conflito entre duas poeticas que e a alma do cinema. Entre o sonho de Jean Epstein e a enciclopedia desencantada de Jean-Luc Godard, entre o adeus ao teatro e o encontro com a televisao, seguindo James Stewart no Oeste ou Gilles Deleuze no pais dos conceitos, ele mostra como a fabula cinematografica e sempre uma fabula contrariada. Assim tambem ela atenua as fronteiras do documento e da ficcao. Sonho do seculo 19, ela nos conta a historia do seculo 20.