Capa de Quase memória quase-romance por Carlos Heitor Cony
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Quase memória quase-romance

por Carlos Heitor Cony

Páginas278
Editora Editora Ponto de Leitura
Ano 2010
ISBN-13 9788539000128
ISBN-10 9788539000128

Sinopse

Lancado originalmente em 1995, "Quase Memoria" marcou a volta de Carlos Heitor Cony a ficcao de forma consagradora, depois de mais de vinte anos afastado da literatura. A obra ganhou, em 1996, os premios Jabuti de Melhor Romance e de Livro do Ano, pela Camara Brasileira do Livro. Ponto alto na producao literaria brasileira das ultimas decadas, este romance explora o territorio entre a ficcao e a memoria a partir das reminiscencias do autor sobre o pai morto. Nele, Cony mapeia minuciosamente a relacao pai e filho: os sentimentos contraditorios, as alegrias e tristezas que nao se esquecem, o afeto incondicional e, acima de tudo, a cumplicidade. Tendo o Rio de Janeiro das decadas de 40 e 50 como cenario, a historia comeca quando o autor recebe um embrulho sem remetente na recepcao de um hotel cujo restaurante costuma frequentar. A primeira reacao e achar que se trata do original de um livro, como muitos que costumam parar em suas maos. Mas logo os detalhes o surpreendem: a letra no envelope e a do pai morto ha dez anos, assim como o no no barbante e a cor da tinta da caneta. Inconfundiveis. Aquele objeto inesperado desencadeia em Carlos Heitor Cony lembrancas do pai (Ernesto, jornalista, como o filho viria a ser) e dos tempos de menino. Ao ativar a memoria do autor, o misterioso envelope traz de volta sensacoes e sentimentos experimentados com o pai, como o cheiro de manga, a capacidade de sonhar, de viver a vida com entusiasmo, a alegria pura da infancia, que transforma o ato paterno de soltar baloes em algo de proporcoes heroicas. Com grande sensibilidade e contundencia, Cony revisita tambem os sentimentos contraditorios da relacao entre pais e filhos: aqueles momentos em que se alternam vergonha e orgulho, medo e respeito. Cony declarou em entrevista que, em Quase Memoria, pensou em "evocar do passado distante a figura do pai. Com a perspectiva do tempo, a deformacao do tempo, o metabolismo das coisas, eu descobri que o pai era uma figura muito importante nao so na

Editora Editora Ponto de Leitura
Ano 2010
ISBN-13 9788539000128
ISBN-10 9788539000128

Sinopse

Lancado originalmente em 1995, "Quase Memoria" marcou a volta de Carlos Heitor Cony a ficcao de forma consagradora, depois de mais de vinte anos afastado da literatura. A obra ganhou, em 1996, os premios Jabuti de Melhor Romance e de Livro do Ano, pela Camara Brasileira do Livro. Ponto alto na producao literaria brasileira das ultimas decadas, este romance explora o territorio entre a ficcao e a memoria a partir das reminiscencias do autor sobre o pai morto. Nele, Cony mapeia minuciosamente a relacao pai e filho: os sentimentos contraditorios, as alegrias e tristezas que nao se esquecem, o afeto incondicional e, acima de tudo, a cumplicidade. Tendo o Rio de Janeiro das decadas de 40 e 50 como cenario, a historia comeca quando o autor recebe um embrulho sem remetente na recepcao de um hotel cujo restaurante costuma frequentar. A primeira reacao e achar que se trata do original de um livro, como muitos que costumam parar em suas maos. Mas logo os detalhes o surpreendem: a letra no envelope e a do pai morto ha dez anos, assim como o no no barbante e a cor da tinta da caneta. Inconfundiveis. Aquele objeto inesperado desencadeia em Carlos Heitor Cony lembrancas do pai (Ernesto, jornalista, como o filho viria a ser) e dos tempos de menino. Ao ativar a memoria do autor, o misterioso envelope traz de volta sensacoes e sentimentos experimentados com o pai, como o cheiro de manga, a capacidade de sonhar, de viver a vida com entusiasmo, a alegria pura da infancia, que transforma o ato paterno de soltar baloes em algo de proporcoes heroicas. Com grande sensibilidade e contundencia, Cony revisita tambem os sentimentos contraditorios da relacao entre pais e filhos: aqueles momentos em que se alternam vergonha e orgulho, medo e respeito. Cony declarou em entrevista que, em Quase Memoria, pensou em "evocar do passado distante a figura do pai. Com a perspectiva do tempo, a deformacao do tempo, o metabolismo das coisas, eu descobri que o pai era uma figura muito importante nao so na