Capa de Primeira poesia por Jorge Luis Borges
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Primeira poesia

por Jorge Luis Borges

Páginas200
Editora Companhia das Letras
Ano 2017
ISBN-13 9788543806082
ISBN-10 9788543806082

Sinopse

<b> <i>Primeira poesia</i> reúne, em edição bilíngüe, os três primeiros livros de poesia de Jorge Luis Borges: <i>Fervor de Buenos Aires</i> (1923), <i>Lua defronte</i> (1926) e <i>Caderno San Martín</i> (1929).</b> <br> <b>Nos poemas que compõem este <i>Primeira poesia</i>, Borges, que havia passado seus anos de formação na Europa e convivera com as vanguardas literárias, reencontra sua cidade natal e uma literatura marcada pelo <i>criollismo</i>, voltada para o pampa e os valores nativos. Sentindo-se distante da racionalidade burguesa da metrópole moderna e sem se identificar com o nativismo militante, ele se volta para os arrabaldes, espaços de transição entre a cidade e o campo, e os entardeceres, tempo de transição entre o dia e a noite. Em vez da exaltação urbana e cosmopolita típica de movimentos literários da época, ele se fixa num passado cristalizado no tempo, representado por próceres da história argentina e casas baixas com balaustradas. É um olhar que permite visualizar os horizontes e os crepúsculos, de costas para a inevitável verticalização da metrópole, e que imagina uma Buenos Aires eterna, atemporal, quase fantasmagórica em sua essência. A cidade define-se pelas ruas de subúrbio, pátios, praças e cemitérios. Um móvel, um espelho ou uma rosa assumem, repentinamente, um sentido de permanência, de fixação da memória. E assim, diante do efeito avassalador do progresso que começa a erodir a cidade de sua infância, ele busca elaborar uma verdadeira "fundação mítica de Buenos Aires". <br> "Minha pátria - Buenos Aires - não é o dilatado mito geográfico que essas duas palavras indicam; é minha casa, os bairros amigáveis e, juntamente com essas ruas e retiros, que são querida devoção de meu tempo, o que nelas conheci de amor, de mágoa e de dúvidas". É assim que Borges define sua cidade natal no prólogo original de <i>Fervor de Buenos Aires</i>, posteriormente substituído por outro em que confessa: "Não reescrevi o livro. Mitiguei seus excessos barrocos, poli arestas, cortei sentimentalismos e vaguezas e, no decurso desse trabalho, ora agradável, ora incômodo, senti que aquele rapaz que o escreveu em 1923 já era, essencialmente - que significa essencialmente? - o senhor que agora se resigna ou corrige. Somos o mesmo: ambos descremos do fracasso e do sucesso, das escolas literárias e de seus dogmas; [...] Para mim, <i>Fervor de Buenos Aires</i> prefigura tudo o que eu viria a fazer".

Editora Companhia das Letras
Ano 2017
ISBN-13 9788543806082
ISBN-10 9788543806082

Sinopse

<b> <i>Primeira poesia</i> reúne, em edição bilíngüe, os três primeiros livros de poesia de Jorge Luis Borges: <i>Fervor de Buenos Aires</i> (1923), <i>Lua defronte</i> (1926) e <i>Caderno San Martín</i> (1929).</b> <br> <b>Nos poemas que compõem este <i>Primeira poesia</i>, Borges, que havia passado seus anos de formação na Europa e convivera com as vanguardas literárias, reencontra sua cidade natal e uma literatura marcada pelo <i>criollismo</i>, voltada para o pampa e os valores nativos. Sentindo-se distante da racionalidade burguesa da metrópole moderna e sem se identificar com o nativismo militante, ele se volta para os arrabaldes, espaços de transição entre a cidade e o campo, e os entardeceres, tempo de transição entre o dia e a noite. Em vez da exaltação urbana e cosmopolita típica de movimentos literários da época, ele se fixa num passado cristalizado no tempo, representado por próceres da história argentina e casas baixas com balaustradas. É um olhar que permite visualizar os horizontes e os crepúsculos, de costas para a inevitável verticalização da metrópole, e que imagina uma Buenos Aires eterna, atemporal, quase fantasmagórica em sua essência. A cidade define-se pelas ruas de subúrbio, pátios, praças e cemitérios. Um móvel, um espelho ou uma rosa assumem, repentinamente, um sentido de permanência, de fixação da memória. E assim, diante do efeito avassalador do progresso que começa a erodir a cidade de sua infância, ele busca elaborar uma verdadeira "fundação mítica de Buenos Aires". <br> "Minha pátria - Buenos Aires - não é o dilatado mito geográfico que essas duas palavras indicam; é minha casa, os bairros amigáveis e, juntamente com essas ruas e retiros, que são querida devoção de meu tempo, o que nelas conheci de amor, de mágoa e de dúvidas". É assim que Borges define sua cidade natal no prólogo original de <i>Fervor de Buenos Aires</i>, posteriormente substituído por outro em que confessa: "Não reescrevi o livro. Mitiguei seus excessos barrocos, poli arestas, cortei sentimentalismos e vaguezas e, no decurso desse trabalho, ora agradável, ora incômodo, senti que aquele rapaz que o escreveu em 1923 já era, essencialmente - que significa essencialmente? - o senhor que agora se resigna ou corrige. Somos o mesmo: ambos descremos do fracasso e do sucesso, das escolas literárias e de seus dogmas; [...] Para mim, <i>Fervor de Buenos Aires</i> prefigura tudo o que eu viria a fazer".