Breve passeio pela história do homem
Sinopse
<p>Nunca existiu neste planeta tanta gente com setenta e cinco anos de idade. Um século atrás, quem chegava aos cinquentinha era considerado velho, à beira da morte. Mas a ciência e a medicina estão mudando a sociedade. Para nossa sorte. Ou azar. Um dos aborrecimentos da longevidade é acompanhar o chato envelhecimento dos filhos e dos netos.</p> <p>Lena, a mordaz protagonista deste romance, tem setenta e cinco anos e energia de sobra. Viúva, seu passatempo predileto é fazer cursos e desvendar a vida em salas de aula. “a origem da espécie humana sempre me fascinou. Quero muito saber como viemos dar nesses bichos horrorosos e sem caráter.”</p> <p>A galeria de mulheres fortes e atrevidas, que Ivana Arruda Leite vem ampliando livro após livro, ganhou mais uma personagem implacável. Em torno dos setenta e cinco anos de Lena orbitam três mundos.</p> <p>No primeiro, visitamos o curso ministrado por Raquel, intitulado Breve passeio pela história do homem. No segundo, lemos as ficções curtas que satirizam a evolução da espécie humana. No terceiro, acompanhamos os atritos cotidianos de dois primatas (aparentemente) evoluídos: Lena e Fernão, seu filho. Esses três mundos se iluminam e se desafiam o tempo todo. As aulas de Raquel, mais formais, provocam o espanto. O simples resumo de nossa jornada evolutiva será sempre maior e mais fascinante que qualquer épico já escrito. No outro extremo está a rotina de Lena e Fernão, informal, prosaica, cheia de tristezas perenes e alegrias voláteis. Conectando o épico evolutivo e a crônica doméstica, temos o humor leve dos minicontos antropológicos escritos por Lena.</p> <p>Este romance poderia ser um grito angustiado contra a morte e a falta de sentido da vida. Mas passa muito longe disso. Sorte nossa. O que mais me agrada na literatura de Ivana Arruda Leite é a serenidade. Suas personagens caminham muito perto do abismo trágico, mas jamais escolhem cair. A irreverência estoica é sua maior defesa contra a estupidez humana e o nonsense cósmico que chamamos de existência.</p> <p> </p> <p> Nelson de Oliveira é escritor e coordenador de oficinas de criação literária.</p>
Sinopse
<p>Nunca existiu neste planeta tanta gente com setenta e cinco anos de idade. Um século atrás, quem chegava aos cinquentinha era considerado velho, à beira da morte. Mas a ciência e a medicina estão mudando a sociedade. Para nossa sorte. Ou azar. Um dos aborrecimentos da longevidade é acompanhar o chato envelhecimento dos filhos e dos netos.</p> <p>Lena, a mordaz protagonista deste romance, tem setenta e cinco anos e energia de sobra. Viúva, seu passatempo predileto é fazer cursos e desvendar a vida em salas de aula. “a origem da espécie humana sempre me fascinou. Quero muito saber como viemos dar nesses bichos horrorosos e sem caráter.”</p> <p>A galeria de mulheres fortes e atrevidas, que Ivana Arruda Leite vem ampliando livro após livro, ganhou mais uma personagem implacável. Em torno dos setenta e cinco anos de Lena orbitam três mundos.</p> <p>No primeiro, visitamos o curso ministrado por Raquel, intitulado Breve passeio pela história do homem. No segundo, lemos as ficções curtas que satirizam a evolução da espécie humana. No terceiro, acompanhamos os atritos cotidianos de dois primatas (aparentemente) evoluídos: Lena e Fernão, seu filho. Esses três mundos se iluminam e se desafiam o tempo todo. As aulas de Raquel, mais formais, provocam o espanto. O simples resumo de nossa jornada evolutiva será sempre maior e mais fascinante que qualquer épico já escrito. No outro extremo está a rotina de Lena e Fernão, informal, prosaica, cheia de tristezas perenes e alegrias voláteis. Conectando o épico evolutivo e a crônica doméstica, temos o humor leve dos minicontos antropológicos escritos por Lena.</p> <p>Este romance poderia ser um grito angustiado contra a morte e a falta de sentido da vida. Mas passa muito longe disso. Sorte nossa. O que mais me agrada na literatura de Ivana Arruda Leite é a serenidade. Suas personagens caminham muito perto do abismo trágico, mas jamais escolhem cair. A irreverência estoica é sua maior defesa contra a estupidez humana e o nonsense cósmico que chamamos de existência.</p> <p> </p> <p> Nelson de Oliveira é escritor e coordenador de oficinas de criação literária.</p>