Capa de Jorge Luis Borges um escritor na periferia por Beatriz Sarlo
Comprar fora do Marginalia Comprar na Amazon

Jorge Luis Borges um escritor na periferia

por Beatriz Sarlo

Páginas157
Editora ILUMINURAS.
Ano 2008
ISBN-13 9788573212815

Sinopse

<p> Peça essencial da fortuna crítica sobre o autor, Jorge Luis Borges: um escritor na periferia chega em boa hora às mãos dos leitores brasileiros. </p> <p> Publicado originalmente em inglês, em 1993, este é um desafio polêmico à visão corrente – e unânime, demasiado unânime – de Borges como um fabulista soberano que nada deve à história nacional e à tradição literária de sua Argentina de origem.</p> <p> Beatriz Sarlo é a primeira a reconhecer o tanto que há de “justiça estética” na “universalização triunfal” da obra do autor – mas, suspeitando que nesse reconhecimento vai uma dose de perda, a crítica argentina prefere trafegar na contramão do lugar-comum vigente e providenciar “uma paisagem para Borges”. Não para prendê-lo aos limites de uma literatura nacional, não para devolvê-lo a “um cenário pitoresco e folclórico que ele sempre repudiou”.</p> <p> Trata-se aqui de resgatar o diálogo do autor portenho com “os textos e os autores a partir dos quais ele produziu suas rupturas estéticas e suas polêmicas literárias”. Isto é: com Dante, Cervantes, Kafka e as Mil e uma noites , certamente, mas também com Sarmiento, Evaristo Carriego, Macedonio Fernández e o Martín Fierro – com vultos e livros que estão longe de pertencer ao cânone ocidental ou universal, mas que solicitaram e mereceram a atenção de Borges ao longo de toda sua vida. </p> <p> O resultado, de gosto muito borgiano, é o retrato perspicaz de um escritor que, longe de negá-la, converteu sua condição periférica – argentina e latino-americana – em situação privilegiada da qual perturbar as fronteiras entre os gêneros, inverter os fluxos da história literária e perturbar a fundo as noções de local e universal, de centro e periferia.</p> <p> Samuel Titan Júnior </p> <p> <b> </b> </p> <p> <b> Beatriz </b> Sarlo nasceu em Buenos Aires em 1942. Ensinou literatura argentina na Universidade de Buenos Aires por vinte anos e, desde 1978, dirige a revista Punto de Vista . Seus livros e ensaios de crítica versam sobre temas como a literatura popular, a indústria cultural, o cinema e a cultura de massas, a memória e a política. No Brasil, publicou Cenas da vida pós-moderna (UFRJ), Paisagens imaginárias (Edusp), Tempo presente (José Olympio), Tempo passado e A paixão e a exceção (Companhia das Letras). </p>

Editora ILUMINURAS.
Ano 2008
ISBN-13 9788573212815

Sinopse

<p> Peça essencial da fortuna crítica sobre o autor, Jorge Luis Borges: um escritor na periferia chega em boa hora às mãos dos leitores brasileiros. </p> <p> Publicado originalmente em inglês, em 1993, este é um desafio polêmico à visão corrente – e unânime, demasiado unânime – de Borges como um fabulista soberano que nada deve à história nacional e à tradição literária de sua Argentina de origem.</p> <p> Beatriz Sarlo é a primeira a reconhecer o tanto que há de “justiça estética” na “universalização triunfal” da obra do autor – mas, suspeitando que nesse reconhecimento vai uma dose de perda, a crítica argentina prefere trafegar na contramão do lugar-comum vigente e providenciar “uma paisagem para Borges”. Não para prendê-lo aos limites de uma literatura nacional, não para devolvê-lo a “um cenário pitoresco e folclórico que ele sempre repudiou”.</p> <p> Trata-se aqui de resgatar o diálogo do autor portenho com “os textos e os autores a partir dos quais ele produziu suas rupturas estéticas e suas polêmicas literárias”. Isto é: com Dante, Cervantes, Kafka e as Mil e uma noites , certamente, mas também com Sarmiento, Evaristo Carriego, Macedonio Fernández e o Martín Fierro – com vultos e livros que estão longe de pertencer ao cânone ocidental ou universal, mas que solicitaram e mereceram a atenção de Borges ao longo de toda sua vida. </p> <p> O resultado, de gosto muito borgiano, é o retrato perspicaz de um escritor que, longe de negá-la, converteu sua condição periférica – argentina e latino-americana – em situação privilegiada da qual perturbar as fronteiras entre os gêneros, inverter os fluxos da história literária e perturbar a fundo as noções de local e universal, de centro e periferia.</p> <p> Samuel Titan Júnior </p> <p> <b> </b> </p> <p> <b> Beatriz </b> Sarlo nasceu em Buenos Aires em 1942. Ensinou literatura argentina na Universidade de Buenos Aires por vinte anos e, desde 1978, dirige a revista Punto de Vista . Seus livros e ensaios de crítica versam sobre temas como a literatura popular, a indústria cultural, o cinema e a cultura de massas, a memória e a política. No Brasil, publicou Cenas da vida pós-moderna (UFRJ), Paisagens imaginárias (Edusp), Tempo presente (José Olympio), Tempo passado e A paixão e a exceção (Companhia das Letras). </p>