Capa de Quando não estou por perto por Annita Costa Malufe
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Quando não estou por perto

por Annita Costa Malufe

Páginas160
Editora 7Letras
Ano 2012
ISBN-13 9788575779125
ISBN-10 9788575779125

Sinopse

Quando não estou por perto (Editora 7Letras e Petrobras Cultural) é o quarto livro de poemas de Annita Costa Malufe. Nele, intensifica-se o trabalho com o fluxo vocal: o poema como partitura (Mallarmé), como o percurso de uma voz desviante e entrecortada (Beckett, Christophe Tarkos). O ritmo como condutor de uma palavra que é antes de tudo performance - drama, atuação, dança, embate corporal, respiração. Ao leitor que tem em mãos este surpreendente livro de Annita Costa Malufe, recomenda-se a leitura em voz alta. Trata-se de uma partitura que capta a música da fala. Há mudanças de andamento, repetições e permutações. A fala poética tem uma urgência quase sôfrega e outras vezes, nos poemas mais curtos, chega ao murmúrio, ao rumor. Uma partitura muito próxima da música contemporânea e de potencial performático. Diz Donizete Galvão no texto que apresenta o livro. Trata-se da exploração de uma dramaticidade da palavra, criando um texto em que o enredo se faz a partir das falas, dos diálogos interrompidos de personagens que entram em cena mas logo se retiram. Neste sentido, as primeiras pessoas do singular que aí se manifestam são apenas silhuetas de personagens que se alternam e se misturam, sem chegar a se centrar em um eu lírico da í a alusão contida no título, retirada de um verso de Bukowski, de um eu não presente. Como conclui Donizete Galvão, trata-se de uma poesia pulsante e de alta tensão lírica, em que o lírico já não se centra em um sujeito: Livre de um eixo unificador.

Editora 7Letras
Ano 2012
ISBN-13 9788575779125
ISBN-10 9788575779125

Sinopse

Quando não estou por perto (Editora 7Letras e Petrobras Cultural) é o quarto livro de poemas de Annita Costa Malufe. Nele, intensifica-se o trabalho com o fluxo vocal: o poema como partitura (Mallarmé), como o percurso de uma voz desviante e entrecortada (Beckett, Christophe Tarkos). O ritmo como condutor de uma palavra que é antes de tudo performance - drama, atuação, dança, embate corporal, respiração. Ao leitor que tem em mãos este surpreendente livro de Annita Costa Malufe, recomenda-se a leitura em voz alta. Trata-se de uma partitura que capta a música da fala. Há mudanças de andamento, repetições e permutações. A fala poética tem uma urgência quase sôfrega e outras vezes, nos poemas mais curtos, chega ao murmúrio, ao rumor. Uma partitura muito próxima da música contemporânea e de potencial performático. Diz Donizete Galvão no texto que apresenta o livro. Trata-se da exploração de uma dramaticidade da palavra, criando um texto em que o enredo se faz a partir das falas, dos diálogos interrompidos de personagens que entram em cena mas logo se retiram. Neste sentido, as primeiras pessoas do singular que aí se manifestam são apenas silhuetas de personagens que se alternam e se misturam, sem chegar a se centrar em um eu lírico da í a alusão contida no título, retirada de um verso de Bukowski, de um eu não presente. Como conclui Donizete Galvão, trata-se de uma poesia pulsante e de alta tensão lírica, em que o lírico já não se centra em um sujeito: Livre de um eixo unificador.