Capa de Natal de Herodes por Wladimir Saldanha
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Natal de Herodes

por Wladimir Saldanha

Páginas213
Editora Mondrongo
Ano 2017
ISBN-13 9788593552113

Sinopse

Wladimir Saldanha, em seu quarto livro, leva adiante seu intimismo universal, em que referências literárias, mitológicas e históricas se imiscuem na matéria biográfica, criando um jogo de reverberações por meio do qual o indivíduo e a cultura se fundem numa só carne, e as reminiscências pessoais se diluem na memória coletiva da tradição. Tal modalidade de comunhão - que, de resto, corresponde a um desejo de transcendência que atravessa toda a obra - aponta, em Natal de Herodes, para uma tentativa de redimir a ausência da figura paterna, vertiginosa trinca da arquitetura psíquica que o autor esboça ao longo dos poemas (como se vê claramente em "Se não tenho pai, se ela usa túnica"). T.S. Eliot diz que a poesia "não é a expressão da personalidade, mas uma fuga da personalidade", fuga que se dá através da tradição. Porém, ao se apropriar da cultura, impregnando-a de suas vivências, o poeta é capaz de dar-lhe um sentido psicológico próprio, convertendo figuras históricas e do imaginário popular em mitologia pessoal. É essa sutil e difícil química que Wladimir Saldanha logra obter: inquietação metafísica, tensão entre o espiritual e o sensível com que dialoga o excelente e peculiar trabalho do ilustrador Felipe Stefani, cujas linhas revoltas sugerem uma diafaneidade das figuras, ao tempo em que lhes emprestam a materialidade do risco como tal. (Da orelha de Emmanuel Santiago.)

Editora Mondrongo
Ano 2017
ISBN-13 9788593552113

Sinopse

Wladimir Saldanha, em seu quarto livro, leva adiante seu intimismo universal, em que referências literárias, mitológicas e históricas se imiscuem na matéria biográfica, criando um jogo de reverberações por meio do qual o indivíduo e a cultura se fundem numa só carne, e as reminiscências pessoais se diluem na memória coletiva da tradição. Tal modalidade de comunhão - que, de resto, corresponde a um desejo de transcendência que atravessa toda a obra - aponta, em Natal de Herodes, para uma tentativa de redimir a ausência da figura paterna, vertiginosa trinca da arquitetura psíquica que o autor esboça ao longo dos poemas (como se vê claramente em "Se não tenho pai, se ela usa túnica"). T.S. Eliot diz que a poesia "não é a expressão da personalidade, mas uma fuga da personalidade", fuga que se dá através da tradição. Porém, ao se apropriar da cultura, impregnando-a de suas vivências, o poeta é capaz de dar-lhe um sentido psicológico próprio, convertendo figuras históricas e do imaginário popular em mitologia pessoal. É essa sutil e difícil química que Wladimir Saldanha logra obter: inquietação metafísica, tensão entre o espiritual e o sensível com que dialoga o excelente e peculiar trabalho do ilustrador Felipe Stefani, cujas linhas revoltas sugerem uma diafaneidade das figuras, ao tempo em que lhes emprestam a materialidade do risco como tal. (Da orelha de Emmanuel Santiago.)