Discursos
Sinopse
Todos os discursos de um dos mais cómicos e sagazes oradores do seu tempo (e, quiçá, de sempre, embora ele discordasse ): Mark Twain Pode ser mais conhecido por ter escrito as aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn, ou pelo muito citado desmentido as notícias da minha morte são manifestamente exageradas, mas, no seu tempo, sempre que Mark Twain falava em público era um acontecimento. E um acontecimento muito divertido. Feriados nacionais, aniversários, banquetes de homenagem, cerimónias de graduação, festas de pequenas associações ou grandes eventos de solidariedade - Mark Twain foi convidado para falar em todas estas ocasiões, e aqui, numa recolha de mais de quatro décadas de discursos, prova-se que conseguiu ser sempre memorável. Falou de cigarros, chapéus, bilhar, poesia, impostos e direitos das mulheres, fez brindes de celebração e ofendeu alguns celebrados, mas, acima de tudo, divertiu-se e fez rir. Felizmente, ainda faz. Por vezes, um determinado trecho do repertório torna-se incrivelmente relevante durante alguns anos, para depois arrefecer, no momento em que outros problemas sociais passam a ocupar o primeiro plano. É então, porém, que um outro monólogo, que até então ocupou um nicho modesto, útil mas não triunfante, entra em combustão espontânea e exibe com um sorriso irónico a sua compreensão intemporal do nosso mundo tresloucado. - Hal Holbrook, Introdução O meu primeiro antepassado americano, meus senhores, foi um índio. Os vossos antepassados esfolaram-no vivo, e agora eis-me órfão. Eu nem criticaria esse gesto, caso precisassem da pele dele; mas vivo, meus senhores - vivo! Pensem só como o índio se deve ter sentido; é que ele era uma pessoa sensível, que se acanhava com muita facilidade. Deve ter-se sentido despido, depenado como um frango. E despido já ele andava normalmente: deve ter-se sentido duplamente despido. Mark Twain, discurso proferido no Primeiro Jantar Anual da Sociedade da Nova Inglaterra da Pensilvânia, 22 de Deze[...]
Sinopse
Todos os discursos de um dos mais cómicos e sagazes oradores do seu tempo (e, quiçá, de sempre, embora ele discordasse ): Mark Twain Pode ser mais conhecido por ter escrito as aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn, ou pelo muito citado desmentido as notícias da minha morte são manifestamente exageradas, mas, no seu tempo, sempre que Mark Twain falava em público era um acontecimento. E um acontecimento muito divertido. Feriados nacionais, aniversários, banquetes de homenagem, cerimónias de graduação, festas de pequenas associações ou grandes eventos de solidariedade - Mark Twain foi convidado para falar em todas estas ocasiões, e aqui, numa recolha de mais de quatro décadas de discursos, prova-se que conseguiu ser sempre memorável. Falou de cigarros, chapéus, bilhar, poesia, impostos e direitos das mulheres, fez brindes de celebração e ofendeu alguns celebrados, mas, acima de tudo, divertiu-se e fez rir. Felizmente, ainda faz. Por vezes, um determinado trecho do repertório torna-se incrivelmente relevante durante alguns anos, para depois arrefecer, no momento em que outros problemas sociais passam a ocupar o primeiro plano. É então, porém, que um outro monólogo, que até então ocupou um nicho modesto, útil mas não triunfante, entra em combustão espontânea e exibe com um sorriso irónico a sua compreensão intemporal do nosso mundo tresloucado. - Hal Holbrook, Introdução O meu primeiro antepassado americano, meus senhores, foi um índio. Os vossos antepassados esfolaram-no vivo, e agora eis-me órfão. Eu nem criticaria esse gesto, caso precisassem da pele dele; mas vivo, meus senhores - vivo! Pensem só como o índio se deve ter sentido; é que ele era uma pessoa sensível, que se acanhava com muita facilidade. Deve ter-se sentido despido, depenado como um frango. E despido já ele andava normalmente: deve ter-se sentido duplamente despido. Mark Twain, discurso proferido no Primeiro Jantar Anual da Sociedade da Nova Inglaterra da Pensilvânia, 22 de Deze[...]