Capa de O Cortiço (Portuguese Edition) por Aluísio Azevedo
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O Cortiço (Portuguese Edition)

por Aluísio Azevedo

Páginas222
Editora Independently published
Ano 2020
ISBN-13 9798676364908

Sinopse

O Cortiço é uma das obras mais chocantes da literatura brasileira. Este romance naturalista denuncia a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores dos cortiços cariocas do final do século XIX.O enredo trata da ascensão social do comerciante português João Romão, dono de uma venda, uma pedreira e um cortiço, próximo ao sobrado de um patrício endinheirado, o comendador Miranda. A rivalidade entre os dois aumenta à medida que cresce o número de casinhas alugadas, na sua maioria, pelos empregados da pedreira, que também fazem compras na venda de João Romão, que, desse modo passa a enriquecer rapidamente. Com a intenção obsessiva de tornar-se rico, João Romão economiza cada moeda e explora qualquer um sempre que tem oportunidade, como o faz com a escrava fugida Bertoleza, que o auxilia no trabalho duro. O mosaico de personagens surpreende. Este é um trecho do estilo primoroso em que o escritor descreve um dos moradores do cortiço:"Um tipão, o velho Libório! Ocupava o pior canto do cortiço e andava sempre a fariscar os sobejos alheios, filando aqui, filando ali, pedindo a um e a outro, como um mendigo, chorando misérias eternamente, apanhando pontas de cigarro para fumar no cachimbo, cachimbo que o sumítico roubara de um pobre cego decrépito. Na estalagem diziam todavia que Libório tinha dinheiro aferrolhado, contra o que ele protestava ressentido, jurando a sua extrema penúria. E era tão feroz o demônio naquela fome de cão sem dono, que as mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele, porque o diabo do velho, quando via algum pequeno desacompanhado, punha-se logo a rondá-lo, a cercá-lo de festas e a fazer-lhe ratices para o engabelar, até conseguir furtar-lhe o doce ou o vintenzinho que o pobrezito trazia fechado na mão."O autor: Aluísio de Azevedo (1857-1913) foi um escritor maranhense, autor de vários romances de estética naturalista, tais como "O mulato" (1881), "Casa de pensão" (1884), "O cortiço" (1890) e outros. Estão presentes na sua obra os traços da escola de Émile Zola, como a influência do meio social e da hereditariedade na formação dos indivíduos, e também o fatalismo. Além disso, seu estilo é marcado por uma leitura crítica da sociedade da sua época e pela denúncia social.

Editora Independently published
Ano 2020
ISBN-13 9798676364908

Sinopse

O Cortiço é uma das obras mais chocantes da literatura brasileira. Este romance naturalista denuncia a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores dos cortiços cariocas do final do século XIX.O enredo trata da ascensão social do comerciante português João Romão, dono de uma venda, uma pedreira e um cortiço, próximo ao sobrado de um patrício endinheirado, o comendador Miranda. A rivalidade entre os dois aumenta à medida que cresce o número de casinhas alugadas, na sua maioria, pelos empregados da pedreira, que também fazem compras na venda de João Romão, que, desse modo passa a enriquecer rapidamente. Com a intenção obsessiva de tornar-se rico, João Romão economiza cada moeda e explora qualquer um sempre que tem oportunidade, como o faz com a escrava fugida Bertoleza, que o auxilia no trabalho duro. O mosaico de personagens surpreende. Este é um trecho do estilo primoroso em que o escritor descreve um dos moradores do cortiço:"Um tipão, o velho Libório! Ocupava o pior canto do cortiço e andava sempre a fariscar os sobejos alheios, filando aqui, filando ali, pedindo a um e a outro, como um mendigo, chorando misérias eternamente, apanhando pontas de cigarro para fumar no cachimbo, cachimbo que o sumítico roubara de um pobre cego decrépito. Na estalagem diziam todavia que Libório tinha dinheiro aferrolhado, contra o que ele protestava ressentido, jurando a sua extrema penúria. E era tão feroz o demônio naquela fome de cão sem dono, que as mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele, porque o diabo do velho, quando via algum pequeno desacompanhado, punha-se logo a rondá-lo, a cercá-lo de festas e a fazer-lhe ratices para o engabelar, até conseguir furtar-lhe o doce ou o vintenzinho que o pobrezito trazia fechado na mão."O autor: Aluísio de Azevedo (1857-1913) foi um escritor maranhense, autor de vários romances de estética naturalista, tais como "O mulato" (1881), "Casa de pensão" (1884), "O cortiço" (1890) e outros. Estão presentes na sua obra os traços da escola de Émile Zola, como a influência do meio social e da hereditariedade na formação dos indivíduos, e também o fatalismo. Além disso, seu estilo é marcado por uma leitura crítica da sociedade da sua época e pela denúncia social.