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Capítulo I
Era no campo: o sol ia sumindo no horizonte, e uma escrava, sentada à porta da senzala, cantava uma canção triste, dessas que as escravas aprendem no berço.
Chamava-se Isaura, e era linda — tão linda que o seu cativeiro parecia um equívoco do destino. Educada, prendada, falava o francês e tocava piano, mas continuava escrava.
O senhor Leôncio, moço rico e gastador, a perseguia com um amor que era pior que ódio: o amor de quem acha que tudo lhe é devido.
Capítulo II
A fuga foi preparada em segredo, com a ajuda de Miguel, o pai escravo que jurara vê-la livre. E numa madrugada, sem despedidas, a estrada ficou para trás.
Na corte, longe da fazenda, Isaura encontrou Álvaro — moço rico, abolicionista, de coração bom. E o amor nasceu, mas a verdade que ela carregava ameaçava desfazer tudo.
Porque a lei da época não perdoava: escrava era escrava, mesmo linda, mesmo educada, mesmo amada.