Poemas do surf
Sinopse
WALMIR AYALA Walmir Ayala nasceu em Porto Alegre (RS) em 4 de janeiro de 1933. A partir de 1956 residiu no Rio de Janeiro, onde faleceu em 28 de agosto de 1991. Escritor dos mais premiados do país, destacou-se em vários gêneros: poesia, romance, conto, crônica, diário íntimo, literatura infantil, teatro (para crianças e adultos), ensaio, reportagem, tradução e adaptação de clássicos etc. Crítico de arte militante por cerca de três décadas, foi também assíduo colaborador de jornais e revistas, no Brasil e no exterior. Muitos de seus poemas, contos e ensaios foram traduzidos e publicados em línguas como inglês, espanhol, francês, italiano e alemão. Como poeta, estreou com Face dispersa (1955), ao qual se seguiram Este sorrir, a morte (1957), O edifício e o verbo (1961), Cantata (1966), Poemas da paixão (1967), Questionário (1967), Cangaço vida paixão norte morte (1972), Natureza viva (1973), A pedra iluminada (1976), Memória de Alcântara (1979), Estado de choque (1980), Águas como espadas (1983), Os reinos e as vestes (1986), A viagem (2011), Caderno de pintura (2014) e as seletas Antologia poética (1965), Poesia revisada (1972) e Melhores poemas (2008), esta última organizada por Marco Lucchesi. No exterior, Ocho poemas ineditos (1965), tradução de Pilar Gomez Bedate, e Museo de camara (1986), tradução de Rosa Chacel, ambas em versão bilíngue (espanhol/português), publicadas em Madri. Sobre sua poesia escreveu Carlos Drummond de Andrade no Correio da Manhã: “E já que de livros te agradas, saúda, musa, a musa de Walmir Ayala, cuja Antologia Poética aí está, restaurando a poesia como vibração do ser inteiro e como sábio espetáculo de palavras que buscam fatalizadamente (e acham) seu ritmo e organização encantatória. Que diferença dos gelados e vazios exercícios formalistas, amparados em muletas de teoria e vã guarda, quer escapistas, quer pretensamente participantes, que nos massacram a paciência. E Walmir se confessa poeta em formação, a que só interessa a ‘alta alucinação da provada beleza’ sentindo que não lhe provará nunca a ‘transcendida amargura’. Dize-lhe, musa, que em muitos poemas ele alcançou essa alucinação, e que seu verso é uma realidade acima de modas. Quem escreve coisas assim: A saudade, como um falcão ocupa o ombro da memória... tem pacto com a poesia como outros o têm com o diabo”. Em 2019, a revista Hoblicua dedicou número especial ao poeta, com diários inéditos, cartas, poemas e entrevistas. Walmir Ayala deixou ainda um vastíssimo acervo de livros inéditos, entre os quais estes Poemas do surf, que ganham agora sua primeira edição. *** ALAIR GOMES Alair Gomes nasceu Valença (RJ) em 20 de dezembro de 1921 e faleceu no Rio de Janeiro, em agosto de 1992. Engenheiro, sua atuação no entanto foi bem mais abrangente: filósofo, biofísico, professor, historiador, crítico de arte e principalmente fotógrafo, com uma produção de cerca de 170 mil negativos, coleção que hoje integra vários acervos, entre os quais o da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e da Fundação Cartier, em Paris. Viajou muito pela Europa, Oriente e Estados Unidos, onde em 1962-1963 foi bolsista da Fundação Guggenheim. Trabalhou na Universidade Federal Fluminense e de 1977 a 1979 criou e coordenou a Área de Fotografia da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde foi professor. Realizou sua primeira exposição individual, Fotografia sequencial: trípticos de praia, sonatinas a 4 pés, frisos, em 1984, no Centro Cultural Candido Mendes, Rio de Janeiro. A respeito dessa mostra, Walmir Ayala escreveu no Jornal do Commercio: “A paixão de Alair Gomes pela fotografia sempre teve uma componente estrutural. Quero dizer, este homem que vi tantas vezes colado a seu instrumental, perquirindo o espaço com uma avidez prazerosa, sempre perseguiu a alma sequencial da imagem, o que transfere o simples prazer eventual a um nível de construção. (...) Nas fotos de exercícios de ginástica, o corpo é a vértebra da composição, enriquecida pelos detalhes da sombra, dos instrumentos, e até mesmo da textura da areia. Tudo se organiza para conduzir ao prazer visual, o da descoberta e o da imaginação, e prevalece o desenho que envolve a emoção, por vezes uma certa gestualidade com que as figuras se confrontam, lembrando a leveza e espontaneidade de um guache. Mesmo quando Eros se impõe, há a duplicidade ast
Sinopse
WALMIR AYALA Walmir Ayala nasceu em Porto Alegre (RS) em 4 de janeiro de 1933. A partir de 1956 residiu no Rio de Janeiro, onde faleceu em 28 de agosto de 1991. Escritor dos mais premiados do país, destacou-se em vários gêneros: poesia, romance, conto, crônica, diário íntimo, literatura infantil, teatro (para crianças e adultos), ensaio, reportagem, tradução e adaptação de clássicos etc. Crítico de arte militante por cerca de três décadas, foi também assíduo colaborador de jornais e revistas, no Brasil e no exterior. Muitos de seus poemas, contos e ensaios foram traduzidos e publicados em línguas como inglês, espanhol, francês, italiano e alemão. Como poeta, estreou com Face dispersa (1955), ao qual se seguiram Este sorrir, a morte (1957), O edifício e o verbo (1961), Cantata (1966), Poemas da paixão (1967), Questionário (1967), Cangaço vida paixão norte morte (1972), Natureza viva (1973), A pedra iluminada (1976), Memória de Alcântara (1979), Estado de choque (1980), Águas como espadas (1983), Os reinos e as vestes (1986), A viagem (2011), Caderno de pintura (2014) e as seletas Antologia poética (1965), Poesia revisada (1972) e Melhores poemas (2008), esta última organizada por Marco Lucchesi. No exterior, Ocho poemas ineditos (1965), tradução de Pilar Gomez Bedate, e Museo de camara (1986), tradução de Rosa Chacel, ambas em versão bilíngue (espanhol/português), publicadas em Madri. Sobre sua poesia escreveu Carlos Drummond de Andrade no Correio da Manhã: “E já que de livros te agradas, saúda, musa, a musa de Walmir Ayala, cuja Antologia Poética aí está, restaurando a poesia como vibração do ser inteiro e como sábio espetáculo de palavras que buscam fatalizadamente (e acham) seu ritmo e organização encantatória. Que diferença dos gelados e vazios exercícios formalistas, amparados em muletas de teoria e vã guarda, quer escapistas, quer pretensamente participantes, que nos massacram a paciência. E Walmir se confessa poeta em formação, a que só interessa a ‘alta alucinação da provada beleza’ sentindo que não lhe provará nunca a ‘transcendida amargura’. Dize-lhe, musa, que em muitos poemas ele alcançou essa alucinação, e que seu verso é uma realidade acima de modas. Quem escreve coisas assim: A saudade, como um falcão ocupa o ombro da memória... tem pacto com a poesia como outros o têm com o diabo”. Em 2019, a revista Hoblicua dedicou número especial ao poeta, com diários inéditos, cartas, poemas e entrevistas. Walmir Ayala deixou ainda um vastíssimo acervo de livros inéditos, entre os quais estes Poemas do surf, que ganham agora sua primeira edição. *** ALAIR GOMES Alair Gomes nasceu Valença (RJ) em 20 de dezembro de 1921 e faleceu no Rio de Janeiro, em agosto de 1992. Engenheiro, sua atuação no entanto foi bem mais abrangente: filósofo, biofísico, professor, historiador, crítico de arte e principalmente fotógrafo, com uma produção de cerca de 170 mil negativos, coleção que hoje integra vários acervos, entre os quais o da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e da Fundação Cartier, em Paris. Viajou muito pela Europa, Oriente e Estados Unidos, onde em 1962-1963 foi bolsista da Fundação Guggenheim. Trabalhou na Universidade Federal Fluminense e de 1977 a 1979 criou e coordenou a Área de Fotografia da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde foi professor. Realizou sua primeira exposição individual, Fotografia sequencial: trípticos de praia, sonatinas a 4 pés, frisos, em 1984, no Centro Cultural Candido Mendes, Rio de Janeiro. A respeito dessa mostra, Walmir Ayala escreveu no Jornal do Commercio: “A paixão de Alair Gomes pela fotografia sempre teve uma componente estrutural. Quero dizer, este homem que vi tantas vezes colado a seu instrumental, perquirindo o espaço com uma avidez prazerosa, sempre perseguiu a alma sequencial da imagem, o que transfere o simples prazer eventual a um nível de construção. (...) Nas fotos de exercícios de ginástica, o corpo é a vértebra da composição, enriquecida pelos detalhes da sombra, dos instrumentos, e até mesmo da textura da areia. Tudo se organiza para conduzir ao prazer visual, o da descoberta e o da imaginação, e prevalece o desenho que envolve a emoção, por vezes uma certa gestualidade com que as figuras se confrontam, lembrando a leveza e espontaneidade de um guache. Mesmo quando Eros se impõe, há a duplicidade ast