Viagem ao México 3, poemas
Sinopse
HORÁCIO COSTA Horácio Costa (José Horácio de Almeida Nascimento Costa, São Paulo, 1954). Formado em Arquitetura (FAU-USP, 1978), mudou-se para os EUA e lá fez o PhD em Letras (Yale, 1994, tese "José Saramago: o período formativo"). Foi professor titular da Universidad Nacional Autónoma de México-UNAM até 2001, quando regressou ao Brasil e desde então dá aulas de literatura portuguesa na FFLCH-USP como professor livre-docente. Desde 28 poemas 6 contos (1981), publicou 13 livros de poesia no Brasil e dez em tradução de sua obra no exterior. Já foi finalista dos prêmios Portugal Telecom e Oceanos. Com Bernini ganhou o Jabuti de poesia em 2014. Organizou antologias de poesia brasileira ao inglês e espanhol. Traduzido a dez línguas, verteu ao português poetas como Octavio Paz, Elizabeth Bishop, José Gorostiza e César Vallejo. Foi presidente da ABEH-Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (2006-8) e editou Retratos do Brasil Homossexual (EDUSP/IMESP, 2010). *** Sinopse: Texto de orelha do livro “Viagem ao México 3”, poemas de Horácio Costa [...] Viagem ao México 3 deve ser lida simultaneamente como um todo (uma viagem distinta das demais) e uma parte (uma viagem que aglomera outra e muitas viagens na poesia do autor). O que seduz o leitor aberto à aventura de ler Horácio Costa (afinal, o <<leitor de bom senso>>, como ironicamente chamaria Eça de Queirós a esse tipo de leitor) é o facto de a sua poesia parecer um estranho gato invertido de quatro olhos, tantos são os eixos de leitura que derivam destas tensões entre o permitido e a sua transgressão, a ameaça do Chihuahua aos senhores da língua e uma revolução no Petit Trianon. No corpo físico ou social, na órbita dos planetas ou na sabedoria dos dervixes, <<há um extrato bem / católico e mesmo cristão: que nos / leve a torrente bem lavados pela / encosta do monte, Alpes ou vulcão: / que de água se trate ou lava / do momento>>. Fluência, tout court, nunca <<o mesmo>> no mesmo rio, mas <<o diferente>> e <<o diverso>>, organizados quase de forma mecânica ou animal como impulsos de júbilo: <<o júbilo do criado / do que houve / há / haverá transformado em luz>>. [...] Maria Luísa Malato
Sinopse
HORÁCIO COSTA Horácio Costa (José Horácio de Almeida Nascimento Costa, São Paulo, 1954). Formado em Arquitetura (FAU-USP, 1978), mudou-se para os EUA e lá fez o PhD em Letras (Yale, 1994, tese "José Saramago: o período formativo"). Foi professor titular da Universidad Nacional Autónoma de México-UNAM até 2001, quando regressou ao Brasil e desde então dá aulas de literatura portuguesa na FFLCH-USP como professor livre-docente. Desde 28 poemas 6 contos (1981), publicou 13 livros de poesia no Brasil e dez em tradução de sua obra no exterior. Já foi finalista dos prêmios Portugal Telecom e Oceanos. Com Bernini ganhou o Jabuti de poesia em 2014. Organizou antologias de poesia brasileira ao inglês e espanhol. Traduzido a dez línguas, verteu ao português poetas como Octavio Paz, Elizabeth Bishop, José Gorostiza e César Vallejo. Foi presidente da ABEH-Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (2006-8) e editou Retratos do Brasil Homossexual (EDUSP/IMESP, 2010). *** Sinopse: Texto de orelha do livro “Viagem ao México 3”, poemas de Horácio Costa [...] Viagem ao México 3 deve ser lida simultaneamente como um todo (uma viagem distinta das demais) e uma parte (uma viagem que aglomera outra e muitas viagens na poesia do autor). O que seduz o leitor aberto à aventura de ler Horácio Costa (afinal, o <<leitor de bom senso>>, como ironicamente chamaria Eça de Queirós a esse tipo de leitor) é o facto de a sua poesia parecer um estranho gato invertido de quatro olhos, tantos são os eixos de leitura que derivam destas tensões entre o permitido e a sua transgressão, a ameaça do Chihuahua aos senhores da língua e uma revolução no Petit Trianon. No corpo físico ou social, na órbita dos planetas ou na sabedoria dos dervixes, <<há um extrato bem / católico e mesmo cristão: que nos / leve a torrente bem lavados pela / encosta do monte, Alpes ou vulcão: / que de água se trate ou lava / do momento>>. Fluência, tout court, nunca <<o mesmo>> no mesmo rio, mas <<o diferente>> e <<o diverso>>, organizados quase de forma mecânica ou animal como impulsos de júbilo: <<o júbilo do criado / do que houve / há / haverá transformado em luz>>. [...] Maria Luísa Malato