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Aníbal Machado nasceu em Sabará, Minas Gerais, em 1894, e morreu no Rio de Janeiro, em 1964. Escritor, crítico, professor e advogado, participou do modernismo brasileiro sem se limitar a uma única tendência. Sua obra é especialmente reconhecida pelos contos, nos quais situações cotidianas se abrem para o fantástico, o sonho e a crise da identidade.
Machado viveu no Rio de Janeiro e manteve contato com artistas e escritores modernistas. Publicou Cadernos de João, Vida feliz, Histórias reunidas e o romance João Ternura, além de ensaios, crônicas e textos para teatro. Também organizou antologias e exerceu papel importante como articulador da vida cultural carioca.
Seus contos acompanham personagens comuns em momentos de deslocamento. Crianças, funcionários, amantes, artistas e solitários encontram-se diante de desejos que não conseguem nomear. O cotidiano não é abandonado, mas contaminado por uma estranheza discreta: um gesto, uma lembrança ou uma coincidência pode alterar completamente a percepção do mundo.
A prosa de Aníbal Machado é concisa, lírica e atenta à vida interior. O humor convive com a melancolia, e a fantasia surge como forma de revelar conflitos que o realismo convencional deixaria ocultos. Sua narrativa valoriza a atmosfera, a sugestão e o instante em que a experiência banal adquire dimensão simbólica.
Aníbal Machado ocupa posição importante na história do conto brasileiro. Embora sua produção não seja extensa, sua influência é reconhecível pela liberdade formal e pela atenção aos mecanismos do desejo e da imaginação. João Ternura e os contos reunidos continuam a apresentar uma literatura delicada, inquieta e profundamente moderna.
Traduções realizadas por Aníbal Machado registradas na bibliografia nacional da tradução:
Edições, antologias e publicações históricas das obras de Aníbal Machado:
Estudos acadêmicos, ensaios biográficos e teses sobre a vida e a obra de Aníbal Machado: